“Nunca perdi a fé em Deus. Penso até que tenha amadurecido, depois de ter passado por um martírio”
Quando, a 13 de outubro de 2015, monsenhor Krystof Charamsa revelou a sua homossexualidade, no Vaticano, escandalizou a Igreja e o mundo católico. No dia seguinte foi expulso da Congregação para a Doutrina da Fé, da qual foi membro 12 anos, proibido de dar aulas de Teologia, de celebrar missas, de usar batina. Um ano depois, o seu livro “A Primeira Pedra – Eu, Padre gay, e a minha revolta contra a hipocrisia da igreja” (Ed. Planeta) é um grito de liberdade - e uma prece para uma igreja inclusiva, liberta de dogmas e preconceitos. O Expresso entrevistou-o, na sua passagem por Lisboa para o lançamento do livro