Opinião

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Paulo Luís de Castro

As Escolhas do Editor

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Olá, boa tarde.

Foi uma semana mais agitada do que o habitual para as gentes de Lisboa, à boleia de um enorme sucesso chamado Web Summit, que veio para ficar e vai trazer de volta os estaleiros de obras à zona de exposições do Parque das Nações, para permitir a ampliação de infraestruturas necessárias ao prolongamento do contrato por mais uma década.

Agitação foi o que não faltou também nos Estados Unidos, que na terça-feira foram a eleições e ficaram mais divididos do que nunca, a ponto de ser necessário proceder a uma recontagem (na Florida) e uma segunda volta (no Mississipi). Conservadores e democratas reclamam vitória e os ecos provenientes do outro lado do Atlântico Norte dão conta de que a vida do Presidente Donald Trump ficou “exponencialmente mais difícil”.

Estes dois temas marcaram claramente a semana que agora termina e constam da lista de conteúdos publicados no Expresso Diário, que aqui deixo e cuja (re)leitura proponho:

Espreitámos o telemóvel de Paddy e foi isto que encontrámos

Traz o iPhone em ‘modo de avião’ para não ser incomodado, mas mesmo assim é possível ver o quão solicitado é o fundador da Web Summit. Na altura em que nos mostrou o telemóvel, Paddy Cosgrave tinha duas chamadas não atendidas, 951 mensagens e 73 mil emails por ler. As solicitações e distrações são tantas que às vezes sente a necessidade de se desligar. Não é por isso raro deixar o telemóvel em casa ou recorrer à sua meditação: os livros e a família.

Os EUA e o que aí vem: o maior “aperto” de Trump, a falta de um líder, um cenário improvável e duas quase certezas

As eleições de 2018 para o Congresso norte-americano ficam para a história como as campeãs da diversidade. Um número recorde de mulheres eleitas, as primeiras nativo-americanas, as primeiras muçulmanas, o primeiro homem assumidamente gay como governador, as primeiras hispânicas eleitas no Texas, a mais jovem congressista, entre outras novidades de monta. E, no entanto, diversidade não rima com união. A América que sai destas eleições é uma América ainda mais dividida do que a que elegeu o Presidente Donald Trump em 2016.

A Gorila engasgou

Lembra-se de há quanto tempo não compra um pacote das históricas pastilhas elásticas Gorila? Elas estão aí, nas prateleiras de cafés e supermercados, continuam a vender-se mas não o suficiente para adoçar as contas da empresa que as produz – que avançou com um processo especial de revitalização após prejuízos e a dívidas que já ultrapassam 10 milhões de euros.

“Quero que este novo site seja uma espécie de Google da verdade”

Em plena Web Summit, nasceu na terça-feira um novo órgão de comunicação social. Chama-se Polígrafo e é um site especializado na verificação de factos. O jornalista Fernando Esteves importou e estreia em Portugal este novo modelo, que vai classificar a informação transmitida por políticos e líderes de opinião em cinco categorias: verdadeira; verdadeira, mas; imprecisa, mas; falsa; e pimenta na língua (quando a mentira é escandalosa).

O Orçamento do Estado dá um bocadinho a muita gente. Quem ganha mais?

Funcionários públicos, pensionistas, consumidores, contribuintes, empresas: a proposta de Orçamento do Estado para 2019 que está em discussão no Parlamento não esquece praticamente ninguém. Explicamos-lhe as linhas gerais da proposta em mais um episódio da série 2:59. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos. Para explicar o mundo.

Portugal não vai cumprir as metas de reciclagem de lixo em 2020 e já tem a Comissão Europeia à perna

Em 2019, técnicos de Bruxelas vão estar a supervisionar o que Portugal vai fazer para acelerar o cumprimento das metas de reciclagem de resíduos urbanos. Dados oficiais de 2017 indicam que o país não vai cumprir as metas para 2020, e muito dificilmente as de 2025.

As perguntas sobre Tancos que Costa deve enfrentar no Parlamento

No dia em que se soube a data de tomada de posse da comissão que vai investigar Tancos – 14 de novembro – e os deputados que dela farão parte, o Expresso falou com os partidos para perceber quais serão as dores de cabeça para António Costa e o Governo. É para eles que as baterias estão apontadas. Marcelo Rebelo de Sousa, “até ver”, sai ileso.

Juíza autoriza investigação a “perdão fiscal” de Pinho

A juíza de instrução criminal Ana Peres, que desde o mês passado acompanha o processo do Ministério Público sobre suspeitas de corrupção envolvendo o ex-ministro Manuel Pinho e a EDP, instruiu o Banco de Portugal a entregar aos procuradores que investigam este caso toda a informação sobre a adesão de Pinho ao Regime Excecional de Regularização Tributária (RERT).

Alberto João Jardim sobre o Caso Silvano. “Escândalo era se eu não trouxesse cuecas”

O antifo presidente regional da Madeira lançou o seu primeiro romance, no qual imagina um novo partido que, a partir da ilha, ganha o país e referenda uma nova Constituição. Em entrevista ao Expresso, confessa que optou por escrever como podia ter decidido dedicar-se à filatelia e... fala de política. Diz qual é a “taça” que falta ao PS e que António Costa quer, admite que está com Rui Rio e resume os escândalos dos secretários-gerais do PSD à sua maneira: “Escândalo era se eu não trouxesse cuecas”. O partido de Santana Lopes não o entusiasma e o de André Ventura é “um benfiquismo”.

Boas leituras. E tenha um excelente fim de semana... apesar da chuva.