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Henrique Raposo

A tempo e a desmodo

Henrique Raposo

A falácia da “islamofobia” destruiu a esquerda. Destruirá a Europa

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Os judeus são insultados e agredidos por muçulmanos aqui na Europa e acabam por emigrar para Israel. O facto é ignorado, porque a sua mera menção é vista como um ato "islamofóbico”. Os homossexuais europeus são insultados e agredidos por muçulmanos; os homossexuais estão cansados de ter medo em certas cidades ou bairros e, acima de tudo, estão cansados do silêncio dos media e da política em relação a esta violência muçulmana; em consequência, emigram através do voto para a direita ou mesmo extrema-direita, secando ainda mais os partidos de esquerda que estão a ser varridos por essa Europa fora devido às incoerências e cobardias do politicamente correto. Estes factos são ignorados, porque entre o “homofóbico” e o “islamofóbico”, o segundo tem prioridade. As mulheres e raparigas muçulmanas são infantilizadas, humilhadas e agredidas pelo patriarcado muçulmano. Outro facto ignorado. Se criticar o machismo muçulmano vale o epíteto de “islamofóbico”, os profissionais da indignação não tocam no assunto. Há que continuar a receber prémios e prebendas, não é verdade?

Na Noruega, uma comunidade muçulmana lançou o projecto de uma nova mesquita financiada pela Arábia Saudita. As autoridades norueguesas recusaram. Isto não é islamofobia

Os autoproclamados líderes dos bairros muçulmanos das cidades europeias têm uma retórica e uma atitude em tudo semelhante aos fascistas. Eis outro facto que não pode ser registado e salientado. Repare-se portanto no absurdo: não podemos criticar fascistas porque isso pode ser visto como racista ou “islamofóbico”. Leia-se a este respeito os romances do argelino Boualem Sansal, que nos dão uma visão do que é o bairro muçulmano na França/Europa: os islamo-fascistas dominam o bairro pela retórica e pela força; formam comités ou gangues que agridem raparigas que não se comportam de acordo com as regras islamitas. Este islamismo radical cria assim a autoexclusão da comunidade em relação à cidade europeia; o gueto é formado – antes de tudo – pelos autoproclamados líderes. Mas, tragicamente, são estes líderes e grupos radicais que são acolhidos como líderes legítimos da comunidade pelos media e pelos políticos. E, claro, depois de receberem o véu da legitimidade mediática ou política, criticá-los passa a ser "islamofóbico".

Isto é ainda mais absurdo quando sabemos que parte destes centros comunitários é ou foi financiada pelo dinheiro e pela ideologia da Arábia Saudita. Estes islamistas não são apenas fascistas, são fascistas financiados pelo dinheiro e pela ideologia arábica. Uma mesquita ou centro saudita em Paris ou Oslo não é uma instituição aceitável. Na “New York Review of Books”, Malise Ruthven, especialista em fundamentalismos, recordava há uns tempos um caso interessante a este respeito: há uns anos, na Noruega, uma comunidade muçulmana lançou o projeto de uma nova mesquita financiada pela Arábia. As autoridades recusaram. “Isto não é islamofobia, mas uma decisão sábia que devia ser emulada pelo Ocidente inteiro”, dizia Ruthven. Ainda vamos a tempos de sair da falácia da “islamofobia” que está a entregar a Europa aos diferentes populismos que aproveitam o silêncio do centro em relação a este problema?